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História de profissional · Itália · Tornearia CNC

"Doze anos de experiência,
e em Bérgamo
1.450 líquidos."

Luca Bianchi (39) nasceu em Albano Sant'Alessandro, mesmo a sair de Bérgamo. Trabalhou doze anos como tornearia CNC num fornecedor da indústria automóvel — bom ofício, pouca progressão, e um salário congelado há anos. Desde Abril de 2024 vive e trabalha em Tilburg, via FlexHero, num especialista em torneamento de precisão para a indústria de semicondutores.

Local de nascimentoAlbano Sant'Alessandro (BG), IT
FunçãoTornearia CNC (Mazak, DMG)
LocalizaçãoTilburg
Na Holanda desdeAbril 2024
Tornearia CNC no painel de controlo
Em Bérgamo ganhava 1.450 € líquidos depois de 12 anos de experiência. Aqui 2.640 € mais alojamento. Isso pesa.— Luca Bianchi, tornearia CNC Tilburg

Porquê o salto para a Holanda?

Muito prático: contas. A minha mulher é enfermeira num hospital em Bérgamo, eu tornearia num fornecedor da Ferrari e Lamborghini. Juntos ganhávamos 2.700 líquidos por mês. Vivíamos num apartamento de 60 m² em Albano, sem filhos, e não conseguíamos comprar casa. O dinheiro nunca chegava à frente. O meu primo Marco trabalha há anos na Bélgica e disse-me em Dezembro de 2023: "Luca, olha para o trabalho de CNC na Holanda, pagam 60% mais pelo que tu fazes." Pensei: impossível. Numa noite vi um site holandês de emprego e percebi que não estava a exagerar.

Como chegou à FlexHero?

Escrevi a três agências com o CV em italiano. Duas responderam em inglês com um formulário. A FlexHero respondeu no mesmo dia em italiano, com mensagem pessoal de uma recrutadora italiana — Sofia, chama-se assim, está no escritório de Braga mas fala quatro línguas. Fizemos videochamada hora e meia num domingo à noite. Fez-me perguntas técnicas: "que comando usas agora, Fanuc ou Siemens? Sabes escrever código G ou só ler? Trabalhas com live-tooling?" Era uma conversa entre técnicos, não de vendas. No fim: "acho que tenho dois projectos que te encaixam. Um em Tilburg, outro em Helmond — Tilburg é tecnicamente mais interessante, Helmond paga um pouco mais mas é mais repetitivo. O que queres tu?" Que pudesse escolher — caiu-me bem.

Porquê Tilburg e não Helmond?

O trabalho. Em Tilburg são peças de precisão para semicondutores — tolerâncias de centésimas, materiais exóticos como titânio e Inconel. Em Itália fazia trabalho-padrão em aço para peças de carro. Aqui aprendo algo novo todas as semanas. O salário é um pouco menor do que Helmond, mas daqui a cinco anos tenho melhor currículo. A Sofia viu bem.

O que o surpreendeu positivamente?

Três coisas. Primeiro a oficina: limpa, arrumada, equipamento moderno. Em Itália torneava em máquinas de 2001 que "ainda funcionavam". Aqui há Mazak Integrex de 2022. Um técnico fica contente. Segundo a relação com o meu chefe — Wouter, de Brabante — que me trata como colega, não como mão-de-obra barata. Quando em Março propus uma melhoria no nesting de umas peças, ele pegou e falou com preparação. A minha proposta foi implementada. Isso em Itália nunca me aconteceu. E terceiro: o tempo. Parece dramático, mas aqui é menos cinzento do que dizem. A Primavera existe. Não esperava.

O que foi difícil?

A minha mulher. A Maria ficou em Itália porque não queria deixar o lugar no hospital antes de ter a certeza de que isto funcionaria. Os primeiros seis meses via-a um fim-de-semana por mês. Honesto: doeu. Falávamos todas as noites, mas não é o mesmo. Desde Janeiro de 2026 vive também em Tilburg — tem lugar no Elisabeth-TweeSteden, os diplomas italianos são reconhecidos cá após um exame de holandês. A FlexHero ajudou-nos com a papelada da inscrição dela. Mais do que se pode esperar de uma ETT.

Falando em dinheiro — quanto muda?

Ganho 4.180 € brutos por mês por 40 horas, uns 2.640 líquidos. Alojamento custava no primeiro ano 105 € por semana; desde que a Maria cá está alugamos um apartamento de 1.150 € por mês em Tilburg-Oeste — a FlexHero falou com uma cooperativa de habitação para nos subir na lista. Energia, comida, transportes: uns 900 €. Poupamos uns 1.400 € por mês entre os dois. Em Itália poupar 200 era o máximo. Vamos para uma casa, finalmente.

Futuro?

Estamos a ver casa em Tilburg ou Goirle. Não para voltar dentro de dois anos, mas para ficar. Falámos: mais dois anos via FlexHero, depois ver se o cliente quer assumir-me. O Wouter já deixou cair qualquer coisa. Os meus amigos italianos têm inveja, a sério. Nem por causa do dinheiro — por estar a trabalhar num ofício de que gosto, com colegas que me levam a sério.

O que aconselharia a um técnico italiano?

Uma coisa: não mandes o CV padrão. Faz um CV onde descrevas por máquina e por comando o que fizeste. Que materiais, que tolerâncias, que linguagem. Os empregadores holandeses levam-te a sério se fores tecnicamente concreto. E escolhe uma agência que te ligue em italiano. O inglês é para o terreno, não para a primeira conversa em que mudas a vida.

Na oficina

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